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  • GUG: Perguntas da Geeks Under Grace
  • Scott: Respostas dadas por Scott Cawthon


"GUG: Desenvolvimento de jogos é seu trabalho diário ou apenas uma paixão que você segue como hobby? A quanto tempo você vem desenvolvendo jogos?

Scott: Minha mãe me comprou um programa chamado Klik & Play quando eu tinha 13 anos e tenho feito jogos desde então. Durante minha vida adulta, eu trabalhei em uma variedade de lugares, mas o desenvolvimento de jogos é minha paixão.

GUG: Que tipos de esforços você enfrentou como um desenvolvedor independente de jogos?

Scott: Eu recomendaria uma carreira em jogos para qualquer um, MAS, eu sugeriria ser graduado e ter um trabalho em uma companhia de jogos de verdade. Ter um trabalho sólido e ganhar experiência de trabalho é muito mais estável do que tentar ser um desenvolvedor independente.

GUG: Como Deus te ajudou por tudo isso?

Scott: Meu relacionamento com Deus pelos anos foi absolutamente essencial, e apenas agora eu posso olhar pra trás e ver o que Ele fez. Por um período de mais ou menos 12 anos eu dediquei meu tempo livre a criar filmes cristãos e, depois, vídeo games cristãos. Não foi muito bem, mas eu tinha fé de que Deus queria que eu criasse aquilo de qualquer forma. Apesar de boas revisões, meus projetos cristãos foram todos fracassos financeiros. Eu cheguei a um ponto onde eu estava completamente desiludido e frustrado com Deus... Na verdade, foi mais como um coração partido. Eu senti como se tivesse desperdiçado tantos anos da minha vida, anos que poderiam ter sido gastos com a minha volta para a faculdade mas, ao invés disso, foram desperdiçados trabalhando em projetos que não me levaram a nada. Eu cheguei à conclusão de que eu não poderia ter falhado tão miseravelmente a não ser que Deus, em si, estivesse me segurando. Ou Deus não existia, ou me odiava. Eu não sabia o que era pior. Eu decidi mudar de carreira, de vez em quando tentando web design, depois programação de computador, até dirigir caminhões, mas eu sempre acabava sendo puxado de volta para os jogos.

Um momento giratório veio quando minha apólice de seguro de vida foi cancelada. A companhia do seguro tinha escutado que eu mencionei ter pensamentos suicidas para meu doutor. Foi a este ponto que eu percebi que não apenas a minha vida não tinha valor, como minha morte também não tinha. Eu fui atrás de Deus novamente, e foi a primeira vez que fui até Ele sem nada. Eu não tinha nada a oferecer. Eu disse a Ele para me usar de alguma forma. Apesar de que naquele momento, eu não tinha a menor ideia de pra quê ele poderia me usar.

Eu acabei voltando aos jogos novamente, mas não mais para jogos cristãos. Não que eu quisesse deixar o mercado cristão, eu apenas não sentia "levado" a criar outro jogo cristão. Ao invés disso, os eventos em minha vida me levaram para uma grande ideia de um jogo de terror- Five Nights at Freddy’s.

Eu não me arrependo de um segundo sequer gasto naqueles projetos cristãos. Eu senti que Deus tinha me autorizado a criá-los, e eu tinha um dever absoluto de criá-los, mesmo que a custo do meu trabalho e de uma vida confortável (e me custou).

Sucesso vem nas condições de Deus, em seu tempo, em sua maneira. Deus apenas me permitiu ter sucesso depois de ter falido, depois de procurar por sucesso pra mim mesmo, e depois de ter debatido condições com a ideia de que meu esforço por Deus poderia nunca me devolver um centavo. Foi apenas depois de eu ter perdido tudo que Deus teve como levar meu coração direto ao ponto em que Ele poderia confiar em mim sobre o sucesso.

Eu acho que o ponto de tudo isto seria: Não ambicione sucesso e dinheiro. Fazer isto apenas significa que Deus terá de trabalhar mais ainda para te quebrantar. Foque-se nele e faça somente o que é certo. Se você tiver um coração correto e uma vida honesta, Deus lhe dará sucesso, apesar de que possa vir de diferentes formas e de maneiras diferentes. Se você se humilhar diante dEle, Ele tomará conta de você. Não seja como eu e O force a gastar 20 anos tentando amolecer seu coração primeiro.

GUG: Como sua fé afeta sua abordagem em desenvolvimento de jogos?

Scott: Primeiro, foi uma abordagem bem rigorosa, pensar que você é um criador de jogos cristão leva você a fazer apenas jogos cristãos. Eu acho que Deus me deu um pouco de sabedoria para perceber que não é seu trabalho, mas sim você em si mesmo, que faz a diferença. Tendo dito isto, você ainda deve se assegurar de que seu trabalho não vá contra o propósito dele. Há vários jogos por aí que são cheios de ódio e imagens macabras. Se você se sente inclinado a criar ou jogar este tipo de coisa, então precisa passar um tempo quebrantando seu coração com Deus.

GUG: Como sua fé te ajudou, seja ao desenvolver dos jogos diretamente ou seja sobre um pós-desenvolvimento?

Scott: Me deu um senso de propósito. Sem isto, eu teria desistido anos atrás. Se dinheiro é o que te guia, então provavelmente você falhará, e mesmo que você tenha sucesso, será por nada.

GUG: Você faz tudo para seus jogos sozinho, incluindo o design de arte e de sons?

Scott: Sim, eu trabalho sozinho, apesar de que compro os direitos para músicas e sons de companhias de festa de terceiros.

GUG: Seu jogo mais recente, Five Nights at Freddy’s, conquistou um grande montante de atenção mas não é seu único jogo. O que você diria ao pessoal sobre seus outros trabalhos?

Scott: Eu diria para darem uma checada em meu site também. The Pilgrim’s Progress é um conto clássico cristão que nem tantas pessoas conhecem mais. Eu tentei fazer o jogo o mais fiel que eu pude. The Desolate Hope ganhou um pouco de atenção apenas recentemente por conta da popularidade de Five Nights at Freddy’s, mas acaba estando sob fogo por ter uma mensagem pró-vida. O jogo em si não foi criado tendo "aborto" em mente especificamente (a palavra nunca é mencionada). Porém, a história em si é focada na jornada do protagonista, de salvar um feto humano que iria virar um espécime científico. O jogo coloca um valor muito alto para a vida humana, mesmo que seja a menor, e isso trás muita raiva pra algumas pessoas.

GUG: Qual seu versículo bíblico favorito?

Scott: Salmo 46:10, "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra."

Com relação a Five Nights at Freddy's

GUG: O que te inspirou a criar um jogo com um tema de terror?

Scott: Eu tinha criado um jogo amigável para toda a família sobre um castor antes de ser criticado online; pessoas disseram que o protagonista parecia um animatrônico assustador. Eu entrei em profunda depressão e estava pronto para desistir da criação de jogos. Mas aí uma coisa estalou em mim e eu pensei comigo mesmo que eu apostava que conseguiria criar algo mais assustador do que aquilo!

GUG: Você tinha medo de animais animatrônicos quando criança? Qual foi sua inspiração para fazer Five Nights at Freddy’s?

Scott: Minha inspiração para o jogo foi o fato de que TODAS as crianças tinham medo daquelas coisas! Havia algumas mais corajosas, claro, mas quase todo mundo da minha idade olha para trás e percebe que aquelas coisas eram aterrorizantes.

GUG: Como sua cristandade se traduziu dentro do jogo Five Nights At Freddy’s? Há alguma mensagem cristã escondida? Por exemplo, os animatrônicos representam um vício ou esforço?

Scott: Não, Five Nights at Freddy’s é apenas um simples jogo de terror, apesar de que eu tentei mantê-lo relativamente livre de sangue e entranhas.

GUG: Qual a história por trás de Golden Freddy?

Scott: De vez em quando, coisas "acontecem" durante uma criação de um jogo. Não posso explicar Golden Freddy."

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